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14/08/2013

ARRISCAR AMAR


Arriscar amar

Ao tentar de sua vista me afastar,
deparei-me um instante em seu olhar,
que me mostrou a beleza do sonhar.

Na vida é necessário sempre arriscar,
se cair no medo, seja capaz de levantar,
do choro de tristeza à alegria encontrar.

Momentos passageiros a revestir
em cada instante de liberdade e sentir
o sabor terno da eternidade me sorrir.

Os riscos são percalços ao viver,
as pedras do caminho a percorrer
as trilhas, para o coração enternecer.

No desejo dos medos enfrentar,
redescobrir a imensidão e encontrar
o encanto do seu sorriso a repousar.

Para se tornar na vida um vencedor
deve-se enfrentar sabiamente a dor,
assim como para amar, basta o amor.

Antes de pedir um coração, aprenda a calar!
No caso de imergir no amor, aprenda a nadar!
Se necessita viver intensamente, aprenda a amar!

25/07/2013

A-MAR

A-Mar


O que estes simples versos
procuram, em rimas, demonstrar
é que o amor não se encontra
na convalescência do tempo,
mas na imensidão do mar.

O amor pode ser comparado,
sem tamanha prepotência,
à entrega de um ser ao mar
na procura de purificação,
que permeará sua existência

Uma água tão límpida e clara,
que, com as estrelas, clareia
no céu da divina perfeição,
iluminando todos os corações
e com sua luz os incendeia.

Na tentativa de no mar adentrar
projeta-se em sonho a embarcação,
que são ínfimas se comparadas
ao amor divino resplandecente
na preciosa dádiva da criação.

Para banhar-se nas águas do mar
é necessário se livrar das agruras.
Com medo e dor não se pode nadar,
pois são pesos que afogam todo ser
nos lamaceiros das amarguras.

Ao nadar, o indivíduo se eleva
à imensidão da imagem do céu,
que se refletem no azul do mar
revestido de encanto e pureza
envolvidos  pelo celestial véu.

O véu do encontro com o amor
em um momento único, inefável,
que conforta a mente e a razão,
permeia de amor o coração,
tornando o  viver agradável.

19/07/2013

SONHAR




Sonhar
Vou narrar uma história,
relembrando os sonhos que tive.
Todos gravados na memória
deste ser que pelo amor vive.
Algo comum a todo sonho,
sem qualquer motivação,
a não ser naquela que ponho
todo sentir do meu coração.
Estes versos não elucidam
todo o momento realizado,
mas as lembranças alegram
e o tornam eternizado.
Na ocasião estávamos a sós,
pelo silêncio afastados.
O silêncio continha nós,
impedindo-o de ser externado.
Nada poderíamos ouvir,
a angústia cortava o coração,
a paralisia iria surgir
pelo medo da negação.
O que sentia em meu peito
não consegui transmitir,
este nervosismo suspeito
não deixava o amor fluir.
A palavra é dispensável
quando capazes de amar.
Basta ser tolerável
e o coração entregar.

16/07/2013

OLHAR

Olhar

O começo em um olhar
de divina expressão,
encoberto de pureza,
desafiando a timidez,
envolto de singeleza.

O olhar que tudo fala,
não com meras palavras,
esvaecentes com o tempo,
mas pelo amor celestial,
que eterniza cada momento.

Os meus olhos inquietos
somente seus olhos buscam,
na certeza de encontrar
o descanso em um coração
ilimitado como o mar.

Seus olhos são como rios,
que desaguam no oceano,
em sua imensidão me perdi
desde o primeiro momento,
quando o amor conheci.

Que no amor me perca
no constante velejar,
pois o amor está no timão,
guiando também minha vela
a encontrar o seu coração.

14/07/2013

Onde está o nosso coração?

Onde está o nosso coração?

A caminhada da humanidade confunde-se com os projetos divinos. Até quando nos afastamos da Sua Vontade, encontramos vias de retorno e conversão. Nos momentos de atordoamento e confusão é muito difícil nós visualizarmos o amor presente em nossa vida. Se torna inviável observar o próprio ser humano com suas qualidades, por isso talvez nos foquemos mais em seus defeitos. Nós traduzimos em pensamento aquilo que trazemos em nosso coração. S. Agostinho afirma: “Ninguém é capaz de visualizar Deus sem paz interior”, a paz é a presença do amor, a harmonia em nossa vida.
Na parábola do “Bom Samaritano” Cristo nos traz uma “reviravolta humanística”, enquanto muitos pensavam que o “próximo” seria aquele que estivesse ao nosso lado, Ele revela que “o próximo” somos nós em nossa capacidade de termos misericórdia, ou seja, levar o nosso coração ao coração do sofredor. Estar com ele, compreendê-lo, amá-lo, mesmo diante do sofrimento, diante de suas fraquezas.

Diante destes fatos sugiro uma pergunta: “onde se encontra o nosso coração?” Encontra-se envaidecido com medo de se revelar, ou está sendo acobertado pelo ódio ou insegurança? Nossas ações não devem ser guiadas tão somente tendo por relevância os fatos passados, os erros cometidos, mas devemos ter coragem em arriscar, ousar sermos diferentes. O poeta Manoel de Barros diz: “Quem anda no trilho é trem de ferro, sou água que corre entre pedras: liberdade caça jeito”. Somos livres quando arriscamos amar, e o amor não se encontra escondido, mas deve ser revelado. O nosso coração deve transparecer Deus, deve ser revelador do amor. Para isso, não são necessárias palavras bonitas, mas um gesto, um “bom dia”. Através destes atos singelos e simplórios encontramos o eterno.

13/07/2013

ESTAÇÕES


ESTAÇÕES

Nas diversas estações da vida,
em muitas fases nos encontramos,
assim como nas andanças do tempo,
tenazmente sentimentos alternamos.

O outono é o distanciamento,
de nós mesmos, sobretudo.
Na busca por explicações,
o silêncio mostra-nos tudo.

Passando por invernos rigorosos,
forçando-nos ao recolhimento.
A chuva umedecedora do campo,
o pranto nos emudece ao alento.

A chuva é a lágrima celestial,
que nos vem fazer companhia
de quando não temos presente
a presença que o amor irradia.

A primavera é uma calmaria,
onde a beleza se revela
no terno encantar da flor
o amor divino se desvela

O verão traz no calor o fervor
aquecedor do nosso coração,
transforma a tristeza em alegria,
faz do amor uma eterna doação.

11/07/2013

REGA-FLOR


REGA-FLOR

As lágrimas se verteram
em orvalho consolador,
inundando o meu coração
e fez brotar uma bela flor.

Para sustentar aquela flor,
busquei um jardim sem fim,
regado por sonhos e amor
e que florescessem em mim.

O campo outrora gélido,
agora transbordou de paixão,
ao deixar o amor invadir
aquecendo o coração.

08/07/2013

ENLUARAR


ENLUARAR

Seu sorriso traz em si muitas faces,
feições que não posso descrever;
em fases, que me perco ao olhar;
olhares perdidos no enternecer.

Seu sorriso sempre crescente
transborda em quarto de emoção
desatina todos os meus medos,
libertando meu coração da aflição.

Seu olhar, que se faz novamente,
na eternidade está a contemplar
plenamente à espreita do encontro
do verdadeiro amor encontrar.

O terno não se faz tardiamente,
mas no entardecer do caminho.
Minguando os medos e anseios,
traz-me paz em gesto de carinho.

Na lua cheia contemplo o porquê,
das razões que não compreendo,
em seus braços eu encontro
o sustento e o meu firmamento.

07/07/2013

OLHAR DE CRIANÇA


Olhar de Criança


Reativei em meu olhar
a pureza de uma criança
que ao contemplar o céu
transborda de esperança.

Admirei com outros olhos
osnascentes do coração,
não os tradutores da história,
os que nos dão uma razão.

Razão em buscar o tesouro
da pureza divinal, que está
guardado para se revelar
no coração de quem ousa amar.

UM NOVO CORAÇÃO

Sempre observei o cristianismo como uma constante renovação do ser humano, na qual nós devemos sempre estar abertos à mudanças, em eterna reconstrução. S. Agostinho proclamará ser Deus uma “beleza tão antiga e tão nova”, ou seja, mesmo presente desde a nossa criação, mas a sua verdade e seu amor continuam atuais. Devemos, desta forma, todos os dias buscá-lo. Podemos tentar observá-lo pelas vias mais simples, acho que por essas que Ele mais se revela: o encanto de uma flor, o amor de uma mãe pelo seu filho demonstrado em um singelo olhar, ou mesmo em uma amizade sincera..
Deus é como se fosse um oleiro, cria prudentemente e com toda atenção o seu jarro, que aparecem defeitos, devendo estes serem retirados. Tais defeitos, muitas vezes, não conseguimos perceber, seja porque já os temos enraizados em nossas vidas, em nossa alma, em nossos corações. É fácil nós apontarmos o dedo na cara do outro e dizer os defeitos que ele possui, mas quanto aos nossos? Quantas máscaras criamos para fugir dos nossos problemas e não reconhecê-los? A mudança é necessária, quase sempre é acompanhada pela dor, pois quando você tenta retirar o excesso do vaso sempre acarretará em um dano, digamos um “dano necessário”. Este “dano” é a dor, seja do desconhecido, ou até mesmo a dor da saída da acomodação, pois o reconhecimento daquele defeito que já estávamos acostumados, o qual achávamos ser “normal”. Quando reconhecemos e “quebramos” com aqueles grilhões que nos aprisionavam, tornamo-nos mais humanos. Não é o erro que é próprio do ser humano, mas o amor, a liberdade; o erro é uma tentativa de acerto, mal compreendidos por nós.
No evangelho é dito: “não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam”. É necessário um coração novo para acolher o amor. Portanto, destruamos o coração velho, que está acostumado com as falhas, está “acorrentado”. Sejamos capazes de abri-lo ao amor, pois só assim podemos ver Deus, ver o amor... Este amor deve ser encontrado em nosso coração. Albert Camus em uma de sua palestras afirma: “No mais profundo inverno, conheci em mim um verão invencível”. Não nos deixemos vencer pela tristeza, mas vejamos além, vejamos o amor, que está a esperar-nos!

05/07/2013

EU, PASSARINHO


Eu, passarinho

Na vida devemos sempre alçar voos,
voos sejam eles próximos ou distantes,
podem até ser dentro de nós mesmos,
mas necessários que sejam constantes.

Nos reencontramos ao sobrevoar
nossa existência, nossa imensidão,
nos deparamos com dores, temores,
contribuintes de nossa criação.

Diante dos abismos da dúvida
não podemos pensar em recuar,
pois em nosso autoconhecimento
achamos verdadeiramente o lugar.

O desafiar a vida traz o caminho,
que nos tira da inerte acomodação,
os riscos trazem o recuo da indecisão,
mas a coragem e audácia, a libertação.

Se, ao acaso, o caminho for o chão,
não tenha receio em acertá-lo,
pois dos erros nasce a perfeição.

Hoje trago em meu coração:
na tentativa de me refugiar,
enfim encontrei meu lugar. 

15/06/2013

Sobre o perdoar

Quando pensei em fazer esta reflexão, a primeiro instante iria falar sobre o julgar, mas vejo que Cristo tem, na verdade, uma ação positiva em torno do amar-perdoar e, consequentemente, trata sobre o “não julgar”.
Acredito eu que os problemas da humanidade são derivados da falta do amor, da falta de conhecimento, conhecemos pouco não somente sobre a vida, mas sobre quem realmente somos. Nossas preocupações são fáceis, se um time ganhará uma partida de futebol, se no capítulo da novela a mocinha será eternamente feliz e o vilão morrerá; bem como uma festa se acontecerá com sua banda favorita e quem será o “pegador” de um reality show. Nossas preocupações se resumem a banalidades.
Cristo mais uma vez nos demonstra a falta de amor diante da falta de compreensão diante da mulher que chorava e se desfazia em lágrimas aos seus pés, ou seja, ela colocava seus sentimentos, seu coração, sem serem necessárias palavras, grandiosas demonstrações, mas apenas chorava, sem se preocupar com o que diriam, com o que pensavam. Naquele momento nem mesmo ela pensava, apenas chorava. Quando todos a julgavam, Cristo vem com uma narrativa no qual interroga ao final: “Qual deles o amará mais?” Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. (Jo 7, 42)
A ausência de perdão é a ausência do amor, gerando julgamentos. Julgamos todos, inclusive a nós mesmos. Nossos julgamentos são incompletos, pois não nos conhecemos plenamente. Somente Deus nos conhece plenamente, como disse S. Agostinho: “E tu estavas dentro de mim, mais profundo do que o que em mim existe de mais íntimo”. Somente Deus, o amor, podem nos julgar, nem mesmo nós. Tiro muito por minha mãe, mulher sábia, que conhece os seus filhos até pela forma de olhar, afinal, nasci dela e desde o seu ventre fui amado, meu primeiro amor, que me ensinou a amar a Deus. Afinal, é "amando que se é amado", S. Francisco.
Não pensemos muito, apenas amemos. A vida como um eterno caminhar devemos sempre seguir em frente, sem olhar para os lados, mas sempre em frente. Se não deu certo? Continue em frente. Uma longa viagem começa com um pequeno passo. Devemos ter essa audácia e coragem de dar o primeiro passo, entregar nossas lágrimas, o nosso coração. Somente nos perdoando é que podemos amar. O amor não vem de fora, mas ele sempre está em nós.

30/05/2013

VIDA

Vida

Pergunto-me sobre a vida
durante minha existência,
nos caminhos e percalços,
ascendendo à consciência.

Vida, um convexo desconexo
de momentânea eternidade
só na amizade encontramos
o perfeito nexo de liberdade

A amizade nos recria, renova,
a cada instante traz alegria,
reflete o sopro divino da criação,
instiga a saída de minha periferia.

Saio da margem dos cantos,
para a plenitude cantar
no mais profundo sonho,
que encontro em seu olhar.

18/05/2013

LIVRES PARA AMAR


Em nosso quotidiano somos levados a nos interrogarmos a respeito de um objetivo, de uma razão para a nossa existência. Quem nunca teve uma circunstância na vida, no seu caminhar, que não se interrogou sobre qual seria a sua missão? S. Francisco diante de suas inquietações perguntava: “Senhor, o que queres que eu faça?”. Deus respondia ao seu coração: “Vai, reconstrói a minha Igreja!”.
A Igreja não é somente um templo material, composto de tijolos e madeiras, mas o próprio ser humano. Nós somos a Igreja, o corpo de Cristo. Desta forma, faz-se necessário que o ser humano seja capaz de se reconstruir, deixar morrer o que há de velho, seus egoísmos e limitações; deixar falecer o pecado da indiferença e do orgulho, que nos afastam do amor.
A vida é uma eterna recriação, que o indivíduo morre, devendo ser capaz de ressuscitar para uma vida nova. O amor é uma extensão da vida, da mesma forma que não escolhemos viver, também não escolhemos amar. Vivemos, mas as nossas escolhas que direcionam o “modo” como iremos viver. A nossa vida não nos pertence, somos responsáveis não somente por nós mesmos, mas por quem realmente amamos, família, amigos. O amor, consequentemente, também não é uma escolha, não escolhemos quem amar, simplesmente amamos. A flor necessita de terra fértil e água para que possa desabrochar. O amor também assim acontece, pois ele sempre está em nossos corações, requer que seja cuidado. Para que esse amor cresça é necessário que permitamos o seu nascimento, ou seja, abandonar os velhos grilhões. Somente assim encontramos a liberdade, onde não escolhemos amar, amamos sem interesse, tornando-nos seres novos.
Kafka em uma de suas cartas afirma: "Existem dois principais pecados humanos a partir dos quais derivam todos os outros: impaciência e indiferença. Por causa da impaciência fomos expulsos do Paraíso, por causa da indiferença não podemos voltar". A impaciência do ser humano, em não saber esperar, o afasta de Deus. O “saber esperar” pode ser compreendido como “reconhecer”, o ver Deus na sua forma mais simples de manifestação, seja num gesto de carinho ou gesto de amor. Já a indiferença é não ser capaz de enxergar a sua própria realidade, somos indiferentes com nós mesmos, nos tornamos descartáveis, em que usamos as pessoas e nos deixamos usas e, em seguida, somos jogados ao lixo.
Fazendo o “homem antigo” que há em nós morrer, podemos viver e fazer nascer um sujeito novo, encontrando nos caminhos da vida o amor. Sabendo ver Deus, o amor, em nossas vidas. Somente assim seremos realmente livres, livres para amar.

14/05/2013

BLEFE


Blefe

Estava escondido atrás da moita,
reparando seu doce gracejar,
fiquei completamente abobado
com um sentimento a me afoitar.

Pensei: "Vixe! Que rebuliço danado!"
afobou o âmago de meu coração,
você com tanta doçura e belezura
a espiei firmado em sólida atenção.

Nem sequer piscar os olhos ousei,
esperando para lhe armar um bote
e, aperreadamente em supetão,
arranquei-lhe um cheiro no cangote.

Quando dei por mim, estava distante.
Você com muito mais de meia légua,
tudo o que me restou foi o aguneio,
e resignado a declamar: "arriégua!"

Escutei seus passos retornando,
achei ser somente mais um blefe,
mas você gentilmente me sorriu
e me tascou um singelo tabefe!

Você veio ligeiramente para mim,
após ver meu esgualamido singelo,
não arengou com os sentimentos,
mas em seu coração cedeu abrigo.

12/05/2013

CONJUGAMAR


Conjugamar

Os mais doces versos em rima
desmitificam a mística a atiçar
o sentimento nascido no coração,
preparando-o para nele habitar.

Os assombros das sombras permeiam
os corações dos que não ousam amar,
o paralisam, o iludem, o entristecem,
o amedrontam, para não se entregar.

As pedras que encalçam o caminho
circundam e enfeitam as flores,
elas brotam diante das dificuldades
e não se importam com seus temores.

Se suas palavras me enganam,
seu olhar em amor se declama,
 a tristeza e egoísmo esvaecem,
somente a coragem emana.

Uma ave alça voos pelo horizonte
sem saber do que está a esperar,
busca viver na liberdade e alegria,
na plenitude do eterno amar.

Mamãinha (Dia das mães)

Mamãinha,

Culpada! Assim começo a escrever: culpada! Neste julgamento a senhora não possui direito à defesa, nem argumentação. Aqui a senhora, minha mamãinha, é o juízo, que nos ensinou desde a minha infância a pensar com o coração. S. Agostinho buscou o amor para “repousar o coração”, este amor encontramos em seus braços, pois a sua vida sempre foi um hino ao amor, a mais bela poesia escrita por Deus. A senhora é promotora, neste julgamento, pois promove a humildade, nos ama até nos momentos em que somos indignos de tal sentimento. Cuida de nós, tem amor de mãe, ou melhor, amor da nossa mamãinha. A senhora é defensora, assim como aprendeu com a vovó, defende a sua “cria” com todas as forças. Quantas vezes confortou nossos corações nos momentos em que achávamos que não suportaríamos a dor; como também, se fez presente ao nosso lado cantando para nos alegrar, nos beijando para nos deixar envergonhados, mas nunca ficamos.
Educou-nos para a vida, se não somos bons o suficiente a culpa não é sua, é nossa! Pois não aprendemos com retidão o seu amor. Nós somos os seus réus e dizemos que a senhora é a culpada, não somente por nos ter gerado, mas, por seu amor, que nos permitiu EXISTIR! Obrigado pela vida! Obrigado por fazer nosso coração sempre ter motivos para sonhar! Amamos a senhora, nosso perfeito reflexo do amor divino!

05/05/2013

TEMPO DE DÚVIDAS, TEMPO DE ESPERAR


Tempo de dúvidas, tempo de esperar

Ao longo de nossa vida nos deparamos com dúvidas, anseios, que, por vezes, demoram para desaparecer  da mente e do coração. A dúvida tem o seu valor, porque ela demonstra que não ficamos paralisados com o tempo, que não nos acomodamos com as imposições que sofremos da sociedade, inclusive com as obrigações que nós mesmos nos fazemos. Duvidar é, antes de tudo, permanecer inconformado com a realidade que paira sobre o nosso existir. Neste momento devemos nos aprofundar, buscar o autoconhecimento, reconhecer quem realmente somos e não simplesmente nos desesperarmos diante dos desafios que se apresentam.
Já diria Nietzsche, in. “ECCE HOMO”: “Não é a dúvida, é a certeza que enlouquece”. Imagine se tivéssemos certeza do que iríamos fazer, qual carreira deveríamos seguir, qual caminho o correto, desta forma, a vida seria uma mera resignação, aceitação, seríamos limitados.  Caso permanecêssemos acomodados que graça teria nossa existência? É a capacidade que temos de nos indignar com os nossos limites, que nos permite ir além; caminhar por outras vias ainda não conhecidas. O bom da vida é viver, descobrir e se redescobrir a cada momento.
Todos nós possuímos dúvidas, aflições, medos, mas diante das adversidades olhemos para o céu e vejamos quão belas são as estrelas. A esperança é uma virtude divida, saber esperar é a busca humana.  S. Francisco, meu padrinho, em sua oração diz: “onde houver dúvida, que eu leve a fé”. A fé é própria do ser humano, na capacidade de transcender nossos limites. Portanto, caminhemos e, se “quebrarmos a cara”, pelo menos tenhamos a certeza da tentativa e não a amargura do medroso. Ao menos tentamos e sabemos que aquilo não seria o melhor, ao menos naquele momento. Portanto, vivamos cada dia, valorizando cada momento. Como diria Paul McCartney: “Somente o tempo irá dizer se estamos certos ou errados”.

04/05/2013

SOBREVOAR


Sobrevoar

Admiro uma ave em seu destoar
do ninho abrigando-se ao luar.
À sombra da lua ela descansa
com as penas se abriga, encanta.
Durante a noite, vigilante permanecem
os olhos vivos e vorazes se enfurecem,
astuciosos ao despertar do perigo
da escuridão e assombros em abrigo.

Ao despertar de um novo dia
o raio solar transpassa e acaricia,
revolve a face, incendeia o olhar,
fortalece suas asas ao sobrevoar.
Ergue-se sem medo da dor ou aflição,
segue o caminho existente no coração.
Transcende os limites, tempo e lugar
no intuito da sua vida ao amor entregar.

Assim também, no eterno busco sobrevoar
na imensidão existente na luz do seu olhar.

28/04/2013

SOBRE O CONHECER


Sobre o Conhecer

Hoje, 28 de abril, a Igreja comemora o Domingo do Amor. Nas leituras são demonstrados a importância do sofrimento para se chegar a este amor. Deste relacionamento existente entre o amor e o sofrimento, percebe-se a presença do conhecimento. Um mesmo objeto vem nos trazer sentimentos que, aparentemente, se distanciam, mas são necessários à vida humana.
O sofrimento serve para mostrar o ser humano a sua realidade, ou seja, quem ele realmente é. Quando passamos a nos conhecer e nos deparamos com as nossas próprias mazelas e observamos os aspectos em que degradamos a nossa própria existência, seja em atos, palavras ou omissões, sofremos. O sofrimento não é algo que deve ser rejeitado, mas deve ser vivido, aproveitado, pois é neste instante em que o coração humano, enquanto dilacerado, deve ser conhecido. Como costumo dizer: "rasgar" o coração é necessário, pois quando você o dilacera está começando a prepará-lo para colocar algo novo, a fim de chegarmos a também observarmos "um novo céu e uma nova terra". O céu e a terra que estão presentes no coração humano.
Ao prepararmos o nosso coração para uma nova realidade, abrindo o nosso coração para o nosso conhecimento, somos capazes de acolher a nós mesmos, ao outro e, sobretudo, a Deus - o amor. Sob estes aspectos é dito que "Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos", não simboliza que nunca sofreremos, pois o autoconhecimento deve ser algo constante. Deus não é algo que está fora, mas sim sempre presente, se revela por meio dos amigos, da família, dos relacionamentos, da capacidade que possuímos em lidar com a nossa realidade.
Pelo conhecimento, gerando sofrimento e dor, podemos alcançar o real mandamento do amor. Que Papai do céu abençoe o caminhar de todos!

27/04/2013


No eterno proceder de nossas vidas somos constituídos por momentos efêmeros, passageiros, estes que nos realizam. Instantes por vezes tristonhos, sombrios, os quais nos demonstram o que há mais de humano em nossos corações, depara-nos com nossas fraquezas, medos, aflições e, por vezes, surgem como barreiras que nos impedem de seguir adiante. Também somos momentos em que o nosso coração transborda de alegria, por perceber as maravilhas que Deus realiza em nossas vidas. Nestes momentos é fácil perceber o propósito divino, na alegria é fácil louvar a Deus.
A alegria e a dor são meras ilusões inconstantes, diferentemente da “felicidade”, esta que é o elemento que paira sobre todos os indivíduos alçando um voo sobre nossa realidade. Em todos os momentos devemos de fato olhar para o céu, observar esta felicidade e ver o que Deus sempre orientou que fizéssemos constantemente: “Amar!”. O amor não instiga dor, nem alegria, mas sim a vontade de pertença, o desejo de entrega ao outro, aceitando as suas diferenças e contradições. Contradições sim, pois dentro da condição limitada do ser humano diferenciamos o nosso pensar e agir. Para ver esse fato, basta pensar em nosso dia a dia, quantas vezes falamos em respeito, mas somos indiferentes com o outro, ou falamos em acolher e não abrimos o nosso coração. Cristo demonstrou que o amor deve partir de cada um de nós.
Imagine qual o seu real querer. Projete todos os seus planos no hoje de sua história. Você perceberá que eles sempre visam a momentos transcendentais de felicidade. Quando intuímos em nosso pensar, devemos também por ele trabalhar e construir, edificar nossos sonhos! Os sonhos são o que há de mais puro em nós. O Reino de Deus, do Amor, é um sonho, um sonho a ser desejado e realizado. A perfeita harmonia do querer e do pensar. Quando amamos tornamos os momentos contraditórios do viver em momentos eternos do sonhar!

26/04/2013

VELEJAR


Velejar

A escuridão se desfez
nesta noite tão singela
ao contemplar o mar
e o encanto que desvela.

Depois de tanto tempo,
por acaso, me aconteceu
no movimento das águas
toda dor desapareceu.

No suavizar das ondas
em eterno vai e vem
percebi que nossa vida
deve ser assim também.

Eterno retorno de sentir
com anseio de entregar
todo carinho enaltecido
e o coração contemplar.

As ondas sempre destroem
a praia, que as aprisiona;
desta forma, vêm revelar
a infinitude de quem ama.

O mar traz mistérios
é sinônimo de cruel;
a mim, que o admirava,
reflexo da pureza do céu.

Em velejo a cada instante
dos momentos, relembrar
do mais puro oceano,
que deságua em seu olhar.

24/04/2013

VERANEAR


Veranear

Seu olhar ressurgiu
nesta noite de luar.
No mais intenso frio
você veio encantar

o formoso sonho,
que jamais tive,
e em meu coração
ele sempre vive.

Na lua, um sorriso
transborda alegria,
mais forte que o sol,
traz luz ao meu dia.

Um brilho emana
em meu coração,
tornando o inverno
em eterno verão.